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Milho na B3 responde à queda do dólar e a falta de chuvas para a safrinha

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A quarta-feira (20) é de resultados em campo misto para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam flutuações entre 0,34% negativo e 0,17% positivo por volta das 11h35 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à R$ 46,60 com desvalorização de 0,34%, o setembro/20 valia R$ 45,54 com queda de 0,09% e o novembro/20 era negociado por R$ 48,00 com ganho de 0,17%.

De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, o clima continua a preocupar o mercado quando o assunto é a segunda safra de milho no Brasil. “A falta de chuvas no estado do Paraná, que já enfrenta a maior estiagem da história (desde 1997), consolida uma quebra produtiva na região e com isso o mercado futuro precificou uma produção ainda menor de cereal”.

Apesar disso, a movimentação cambial também influenciava nas cotações em bolsa. Por volta das 11h38 (horário de Brasília), a moeda americana caia  

Mercado Externo

Os preços internacionais do milho futuro seguem caindo nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam movimentações negativas entre 2,00 e 3,25 pontos por volta das 11h23 (horário de Brasília).

O vencimento julho/20 era cotado à US$ 3,18 com desvalorização de 3,25 pontos, o setembro/20 valia US$ 3,22 com baixa de 3,00 pontos, o dezembro/20 era negociado por US$ 3,32 com perda de 2,25 pontos e o março/21 tinha valor de US$ 3,44 com queda de 2,00 pontos.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, apesar da recuperação do mercado de energia, os traders não esperam que os resultados atuais do etanol sejam excepcionalmente otimistas, como refletido nos preços futuros mais baixos do milho nesta manhã.

As projeções semanais de etanol estão programadas para serem divulgadas hoje no relatório semanal de status de inventário de petróleo da EIA. Espera-se que a produção aumente pela terceira semana consecutiva, à medida que a demanda por gasolina voltar a ficar em linha após as medidas iniciais de permanência em casa em todo o mundo.

“A fraca demanda global de exportação, a desaceleração da atividade manufatureira e a redução dos gastos do consumidor contribuíram fortemente para o declínio no consumo de combustível desde o início da pandemia”, destaca a analista Jacqueline Holland.

Mas a publicação ainda aponta que a taxa de mistura de etanol da semana passada foi a mais baixa da história, com 8,34%, quase 2% da taxa de mistura de 10% prevista, sugerindo que a demanda a longo prazo pode enfrentar um ligeiro atraso à medida que as refinarias de petróleo começarem a ficar on-line.

“Apesar de um aumento na produção, a demanda por etanol estava em declínio antes do COVID-19, uma vez que uma tendência crescente nos veículos elétricos diminuía a demanda por combustível”, diz Holland.