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Faesc reúne de forma inédita dirigentes sindicais de SC em assembleia virtual

MB Comunicação

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) realizou na sexta-feira (26) Assembleia Geral Ordinária online para prestação de contas do exercício 2019, apresentação do relatório anual de atividades e balanço patrimonial do período. Pela primeira vez na história da Federação, os dirigentes dos 92 Sindicatos Rurais associados em todo o Estado aprovaram as contas e o balanço das ações do ano de forma virtual. A medida seguiu recomendação dos órgãos de saúde para evitar a ampliação do contágio do novo coronavírus.

“Foi um dia histórico para a Faesc porque, além de ser algo inédito, o encontro virtual nos traz o uso da tecnologia como oportunidade e reforça a mudança de hábito necessária para o momento”, declarou o presidente José Zeferino Pedrozo, que coordenou a assembleia.

Pedrozo apresentou o relatório de 60 páginas das atividades do Sistema FAESC/SENAR-SC realizadas no ano e detalhou o balanço patrimonial e o movimento financeiro da Federação no período, com aprovação unânime dos dirigentes regionais.

De acordo com presidente, grande parte da atuação da Federação em 2019 foi orientada para a defesa técnica e política da agricultura frente à tentativa do Governo do Estado de aumentar a tributação do setor. A vitória do agro se consolidou neste ano, quando a proposta de aumento da tributação do ICMS sobre defensivos agrícolas foi descartada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “Certamente foi o nosso maior embate do ano na tentativa de neutralizar a oneração do setor produtivo, que traria reflexos desastrosos para todas as cadeias”, avaliou.

Debates sobre a desburocratização das licenças ambientais, Lei de Integração do Tabaco, mercados agrícolas, avanços na rota do milho, seminários setoriais, reuniões regionais e propostas para simplificar o acesso ao crédito fundiário também entraram na pauta do ano.

SENAR

A assembleia também prestou contas das ações realizadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), órgão vinculado à FAESC. No ano passado, o Senar/SC capacitou 129.819 pessoas que vivem e trabalham no meio rural, organizadas em 4.859 turmas com 229.961 horas de treinamento.

Um dos destaques foi a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que atendeu 1.778 propriedades em 245 municípios, nas cadeias produtivas de bovinocultura de leite; 1.463 na bovinocultura de corte; 180 na ovinocultura de corte; 90 na apicultura; 83 na piscicultura; 89 na olericultura e 26 na maricultura. Os dirigentes dos Sindicatos Rurais do Estado sugeriram a ampliação do programa, com a implantação de novas turmas nos municípios.  

2020

Neste ano, a Federação cobra melhorias para a pecuária leiteira e para o tabaco, dois setores que precisam aumentar a rentabilidade dos produtores. Os temas foram debatidos na assembleia. A FAESC defende a melhor organização da cadeia leiteira, além de adequações na legislação estadual para assegurar igualdade tributária. Para os fumicultores, a entidade busca o cumprimento da Lei da Integração por parte das indústrias e a reposição dos custos de produção na tabela de preços, defasada há anos. 

“São demandas urgentes do agronegócio no Estado”, ressalta o presidente.

Os dirigentes sindicais também solicitam o auxílio da Federação para cobrar melhor atendimento do INSS no Estado aos produtores rurais, que estão há mais de um ano aguardando retorno para as solicitações de aposentadorias e demais benefícios de direito. A FAESC buscará o apoio da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) para tratar do assunto.

Outra preocupação levantada pelos produtores da região Sul foi em relação à estiagem prolongada que está prejudicando o abastecimento das propriedades. Uma das solicitações é a perfuração de poços artesianos.

 “Temos uma agricultura forte, avançada, competitiva e sustentável. Isso se deve à maior qualificação dos produtores rurais e ao maior investimento do setor. Nosso papel é dar continuidade às capacitações, à defesa técnica e política da agricultura catarinense a à luta pelos direitos dos produtores rurais como a segurança no campo, o aperfeiçoamento dos planos safra e mais recursos para manutenção e expansão das cadeias produtivas”, sublinha Pedrozo.