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Frango abatido e seus principais cortes: evolução relativa de preços em 2020

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Embora só o custo de produção da ave viva (isto é, sem considerar outros custos) tenha aumentado mais de 42% neste ano (no Paraná, R$2,99/kg em dezembro/19 e R$4,25/kg em outubro/20), o frango abatido e seus principais cortes fecharam o décimo mês deste ano com uma valorização que não chega a 15%.

Nesse aspecto, por sinal, o frango inteiro resfriado registra melhor evolução de preço que alguns de seus cortes mais nobres. Ou seja: só é superado pela asa, item que fechou outubro valendo, nominalmente, 13,80% mais que em dezembro de 2019. E quem obteve o menor rendimento foi o peito, cujo valor foi apenas 2% superior ao do final do ano passado.

Naturalmente, nenhum desses cortes é comercializado individualmente, fazem parte de um mix. Porém, mesmo um mix contendo 50% de frango inteiro, 20% de peito, 20% de coxa e 10% de asa acabou aquém do frango inteiro, pois seu valor em outubro foi 9% maior, contra 10,82% do frango inteiro.

No entanto, nada disso significa que o setor venha obtendo algum lucro no ano. Muito pelo contrário. Pois, na média dos 10 primeiros meses de 2020, os cinco itens avaliados permanecem com preços inferiores aos de dezembro/19.

Neste caso, o pior resultado continua com o peito, cujo preço médio em 2020 ficou 15,74% abaixo do valor registrado em dezembro. Seguem no mesmo caminho, pela ordem, a coxa (-13,40%), o mix (-12,08%), o frango inteiro (-11,06% ) e a asa (-8,49%).

Como curiosidade vale acrescentar que, para o consumidor paulistano, o gasto médio no ano com a compra do frango inteiro resfriado aumentou apenas 0,72%. Pois, de acordo com o Procon-SP, frente ao preço de R$7,46/kg em dezembro de 2019, o valor médio registrado entre janeiro e outubro passado foi de pouco mais de R$7,51/kg.