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Brasil e EUA: relação de preços na exportação de carne de frango

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A pandemia de Covid-19 agravou, não há dúvida, o desempenho deste final de década. Mas o enfraquecimento dos preços começou bem antes, por volta de 2014/2015, e atingiu seu ápice em 2016, ano também em que os EUA enfrentaram o menor valor da década, pouco mais de US$900 por tonelada.

Os dois países apresentaram breve recuperação na sequência. Mas enquanto os preços dos EUA mantêm-se em relativa estabilidade nos últimos quatro anos, os do Brasil registram altos e baixos, fechando 2020 com o mais fraco resultado da década. Ou, na média janeiro/outubro, com um valor quase 40% inferior ao de 2011.

Queda igualmente incisiva é observada na relação de preços entre o produto brasileiro e o norte-americano. Em 2011, por exemplo, a carne de frango comercializada pelo Brasil alcançou valor médio 72% superior ao dos EUA – o melhor resultado da presente década.

Opostamente, o pior resultado vem sendo registrado em 2020, já que o valor médio obtido pelo produto brasileiro na exportação entre janeiro e outubro se encontra apenas 47% acima do preço norte-americano.

Não custa lembrar que, normalmente, os preços brasileiros são superiores aos dos EUA, visto estarem representados não só pelo frango inteiro, mas também por um volume significativo de cortes, enquanto as exportações norte-americanas se concentram, sobretudo, num único tipo de corte (coxa/sobrecoxa). Mesmo assim, a queda na relação de preços entre os dois países merece atenção.

Notar, neste caso, que no primeiro trimestre do ano os preços brasileiros ficaram, em média, quase 60% acima dos norte-americanos. Já de abril em diante essa relação sofreu forte deterioração, mal superando os 40%, resultado que reflete não só os efeitos da pandemia, mas também a desvalorização da moeda brasileira.