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Painel do Campo Futuro levanta custos de produção do tomate em Lebon Régis

MB Comunicação

Os custos da produção do tomate de Lebon Régis foram levantados, nesta semana, durante painel virtual do Projeto Campo Futuro no município. A iniciativa foi da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Sistema Faesc/Senar-SC. O objetivo é analisar as informações obtidas a partir da realidade produtiva apresentada pelos produtores do município, indicando quais são os custos da atividade. A iniciativa também avalia alguns indicadores econômicos obtidos, como por exemplo, se a atividade está obtendo Margem Bruta positiva, ou seja, se está arcando com os desembolsos realizados para a produção.

Segundo o presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, os desafios produtivos na agricultura e pecuária são grandes e o Campo Futuro representa uma excelente oportunidade para gerar dados seguros das culturas analisadas, o que é fundamental para trabalhar políticas públicas que beneficiem a agropecuária. “Lebon Régis está entre os maiores produtores agrícolas do Estado e uma das culturas em destaque é o tomate. Temos a certeza de que as informações geradas neste painel contribuirão significativamente para fortalecer ainda mais o segmento no próximo ciclo produtivo”.

O vice-presidente de finanças da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, complementou que Lebon Régis tem um solo ideal para o plantio dos mais diversos alimentos, o que justifica a força do município na agricultura. “Por isso, além de aproveitar os potenciais que o local possui é fundamental que os produtores tenham informações estratégicas para fazer análises sobre a rentabilidade das atividades agropecuárias, gerenciar os preços e o comportamento da produção, além de servir como base para a tomada de decisões mais assertivas”.

O presidente do Sindicato Rural de Lebon Régis, Marcelo Spaltz, também ressaltou a importância em participar desse projeto que vem contribuindo para a promoção do desenvolvimento da agricultura e pecuária do Estado e reforçou o quanto a produção de tomates é significativa para o município.

A assessora técnica da CNA, Letícia Fonseca, relatou que para o levantamento dos custos de produção, e análise da situação econômica da produção de tomate em Lebon Régis, foi definido uma propriedade modal, aquela que representa o que mais ocorre na região, sendo 10 hectares cultivados com tomate, com estande de 1 mil plantas/hectare e produtividade de 4,5 mil caixas/hectare.

Letícia ressaltou que, para analisar as margens da atividade, é importante avaliar a flutuação nos preços pagos, considerando os períodos de maior volume de escoamento, segundo indicado pelos produtores, entre os meses de janeiro e março.

Conforme os custos levantados, e preço médio unitário/caixa de R$ 46,00, a atividade apresenta MB negativa, ou seja, não consegue arcar com os desembolsos, como insumos, arrendamento e gastos com colheita e pós-colheita. Fato este que ressalta a importância de considerar a oscilação nos preços recebidos ao longo do período.

ENTENDA O CAMPO FUTURO

Em seu 15º ano de execução, o Campo Futuro é um projeto de gestão de custos e riscos voltado para produtores rurais, com propósito de levantar os custos de produção nas propriedades e utilizar as informações como subsídios para o pleito de políticas públicas em prol da produção de alimentos.

Ao todo, o projeto será executado em 141 municípios, distribuídos em 21 estados brasileiros. A iniciativa conta com o apoio das Federações de Agricultura e Sindicatos Rurais, além da participação dos produtores rurais locais. Os dados oriundos das 11 atividades agropecuárias pesquisadas contribuirão para a identificação de estratégias de comercialização, formação de custos de produção e avaliação do nível tecnológico das atividades desenvolvidas nas principais regiões produtoras do Brasil.

São parceiros do Sistema CNA/Senar na realização do Projeto Campo Futuro, para diferentes cadeias produtivas, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), o Pecege (Esalq/USP) e o Labor Rural (Universidade Federal de Viçosa - UFV).