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14 de agosto 2026
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12 de agosto 2026
Os primeiros resultados parciais dos leilões de touros realizados em Santa Catarina neste ano evidenciam a valorização dos animais ofertados e a importância dos investimentos em melhoramento genético na pecuária catarinense. O levantamento é realizado pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que acompanha os leilões promovidos em diferentes regiões do Estado. O estudo conta com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), parceira dos eventos agropecuários.
De acordo com o professor Diego de Córdova Cucco, responsável pelo GMG, a metodologia estabelece critérios para garantir maior representatividade aos resultados. Uma raça passa a integrar o levantamento a partir da realização de pelo menos três eventos, com no mínimo dois animais comercializados por leilão. Animais negociados por valores além de três desvios padrão em relação à média da raça não são contabilizados.
Entre as raças que já atingiram os critérios estabelecidos, a Braford registra, até o momento, o maior valor médio por touro. Em cinco leilões acompanhados, a média chegou a R$ 19.367,14, com coeficiente de variação de 5,47%.
A raça Angus, com três leilões, apresenta valor médio de R$ 18.718,63 por touro e coeficiente de variação de 28,7%. Já a Brangus, presente em dez leilões, registra média de R$ 18.560,01 por animal e coeficiente de variação de 16,50%.
Na raça Charolês, os quatro eventos contabilizados resultaram em valor médio de R$ 18.436,11 por touro, com coeficiente de variação de 11,71%. A Hereford, também com quatro leilões, alcançou média de R$ 16.493,33 por animal, com coeficiente de variação de 9,43%.
EVENTOS FORTALECEM A PECUÁRIA
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados reforçam o papel dos eventos agropecuários na valorização da pecuária catarinense e na disseminação de tecnologias que contribuem para aumentar a eficiência das propriedades rurais.
“Os leilões e demais eventos agropecuários são importantes vitrines da evolução da pecuária de Santa Catarina. A qualidade dos animais ofertados é resultado de um trabalho contínuo dos produtores, com investimentos em genética, sanidade, nutrição, manejo, assistência técnica e gerencial e outros fatores que contribuem para elevar a produtividade e a eficiência dos rebanhos. São eventos que aproximam criadores, difundem conhecimento e tecnologias e incentivam a evolução da atividade”.
O presidente também ressalta a relevância do acompanhamento dos resultados para auxiliar o pecuarista em suas decisões. “Ter informações organizadas e critérios técnicos para acompanhar o comportamento dos leilões é fundamental. Esse levantamento permite ao produtor observar tendências, comparar resultados e conhecer melhor o mercado. ”
ACOMPANHAMENTO DURANTE O ANO

Confira os resultados em todas as regiões.
O GMG da Udesc seguirá acompanhando os leilões realizados em Santa Catarina, e novas raças poderão ser incorporadas aos resultados à medida que atingirem os critérios mínimos estabelecidos pela metodologia. Dessa forma, os dados serão atualizados ao longo do calendário de eventos, oferecendo aos produtores rurais e demais integrantes da cadeia pecuária uma referência sobre o comportamento das comercializações no Estado.
As atualizações poderão ser acompanhadas pelo perfil do Grupo de Melhoramento Genético da Udesc no Instagram (@gmg_udesc), pelas rádios parceiras e pelo site do Sistema Faesc/Senar.