FAESC
20 de outubro 2026
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A maçã ocupa lugar de destaque na economia e na identidade de Santa Catarina. O Estado reúne condições naturais favoráveis à cultura e construiu, ao longo das décadas, uma cadeia produtiva que mobiliza produtores, trabalhadores, empresas de armazenamento e classificação, transportadores, indústrias e o comércio.
A relevância da atividade ganha atenção especial neste mês, que reserva o dia 21 de outubro à fruta. Em Santa Catarina, porém, a presença da maçã ultrapassa o calendário: gera renda no meio rural, sustenta empregos e integra a formação econômica e cultural de diferentes municípios, especialmente na Serra Catarinense.
São Joaquim é um dos principais exemplos dessa vocação. Maior produtor nacional de maçã, o município reúne características climáticas que favorecem o desenvolvimento dos pomares e a qualidade da fruta. A altitude elevada, o inverno rigoroso e as temperaturas adequadas ao ciclo produtivo se somam ao conhecimento acumulado pelos produtores e ao aperfeiçoamento constante das técnicas de manejo.
Gala e Fuji estão entre as principais variedades cultivadas. Da preparação dos pomares à colheita, a atividade mobiliza mão de obra durante diferentes períodos do ano.
A atividade, que também é destaque em municípios como Fraiburgo, Urubici, Urupema, Bom Jardim da Serra, Painel, entre outras, também convive com desafios que interferem diretamente nos resultados das propriedades. Eventos climáticos, elevação dos custos, disponibilidade de trabalhadores e exigências crescentes do mercado demandam planejamento, eficiência produtiva e controle cada vez mais preciso da gestão.
Nesse cenário, produtores de frutas de todo o estado contam com a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) e também com a Formação Profissional Rural (FPR), iniciativas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais.

- O estado catarinense reúne condições naturais favoráveis à cultura maçã. (Foto Divulgação CNA/Senar)
O presidente do Sindicato Rural de São Joaquim e vice-presidente de finanças da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, destaca que a maçã sustenta uma extensa cadeia econômica na Serra e exige elevado nível de organização dentro das propriedades. “A maçã está diretamente ligada à economia e à história de São Joaquim. Temos produtores com grande conhecimento da atividade, mas os desafios aumentaram e hoje não basta produzir bem. É preciso controlar custos, planejar cada etapa e tomar decisões mais assertivas com base na tecnologia da informação”.
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, aliar conhecimento técnico e gestão tornou-se fundamental para propriedades que precisam produzir com eficiência e preservar a rentabilidade. “A ATeG permite que o produtor conheça melhor os números da propriedade, identifique onde estão os principais custos e tome decisões com maior segurança. Ao mesmo tempo, leva novas tecnologias e orientações técnicas ao campo. Esse conjunto melhora a eficiência produtiva, a competitividade e a renda das famílias atendidas”, afirma.
Pedrozo também ressalta a relevância da maçã para o desenvolvimento econômico e social catarinense. “A pomicultura representa renda, emprego e permanência das famílias no campo. O estado construiu uma relação histórica com a maçã e hoje é referência nacional pela qualidade da produção e pela dedicação de seus produtores. Valorizar essa cadeia significa reconhecer a contribuição de milhares de famílias para a economia catarinense e criar condições para que a atividade continue forte e competitiva”, conclui.