Mercado de terneiros encerra primeiro semestre de 2026 com valorização de 19% em Santa Catarina

Mercado de terneiros encerra primeiro semestre de 2026 com valorização de 19% em Santa Catarina
Foto 01 - Os preços dos animais de desmama encerraram a temporada com valores de aproximadamente 19% acima dos registrados no mesmo período de 2025. (Foto Divulgação)
FAESC
07 de Agosto de 2026
Por: MB Comunicação
Fonte: Sistema Faesc/Senar

O mercado catarinense de terneiros manteve sua trajetória de valorização no primeiro semestre de 2026. Os preços dos animais de desmama encerraram a temporada com valores de aproximadamente 19% acima dos registrados no mesmo período de 2025, consolidando o segundo ano consecutivo de alta após três anos de retração.

Os dados fazem parte do levantamento realizado pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que acompanha os leilões promovidos em diferentes regiões catarinenses. O estudo conta com o apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), parceira dos eventos agropecuários realizados no Estado.

Entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizados 85 leilões, número ligeiramente superior aos 82 eventos registrados no primeiro semestre de 2025. O resultado mantém o volume próximo à média observada nos anos posteriores à pandemia.

As regiões Oeste e Planalto concentraram o maior número de eventos, com 27 leilões cada. No Oeste, o quantitativo permaneceu igual ao do ano anterior. Já no Planalto, houve crescimento de 18,52% em relação a 2025. O Meio Oeste realizou um evento a menos, enquanto as demais regiões apresentaram participação menor. No Norte Catarinense, foram contabilizados seis leilões, e no Vale do Itajaí não houve evento registrado no período.

De acordo com o professor Diego de Córdova Cucco, responsável pelo GMG, os leilões de desmama continuam concentrados principalmente entre março e maio. “Ao observarmos a distribuição mensal dos leilões, notamos que há uma maior concentração de eventos nos meses de março, abril e maio, consolidando, nos últimos anos, abril como o mês de maior realização de leilões de desmama em nosso Estado”, destacou.

PREÇOS AVANÇAM AO LONGO DA TEMPORADA

Segundo Diego Cucco, entre janeiro e abril, os preços apresentaram tendência linear de crescimento tanto para os machos quanto para as fêmeas, repetindo o comportamento observado em 2025. A diferença entre os valores pagos pelas duas categorias apresentou pouca oscilação durante o semestre.

Ao final da temporada, o preço médio dos machos chegou a R$ 16,01 por quilo de peso vivo. Para as fêmeas, a média foi de R$ 15,47 por quilo de peso vivo.

Apesar da valorização registrada nas duas categorias, os machos continuaram sendo comercializados por valores ligeiramente superiores aos das fêmeas. O comportamento pode estar relacionado à demanda por animais para recria e engorda, enquanto a necessidade de reposição dos plantéis também poderá influenciar o mercado nos próximos períodos.

Caso a demanda permaneça aquecida, o levantamento aponta que ainda poderá haver espaço para novos aumentos em 2027. Em 2021, período marcado por forte valorização, as fêmeas chegaram a ser comercializadas por preços superiores aos dos machos.

CENÁRIO INTERNACIONAL INFLUENCIA A PECUÁRIA

Além dos tradicionais ciclos pecuários, fatores externos também interferiram no comportamento do mercado durante o semestre. Conflitos geopolíticos, elevação de tarifas comerciais, implantação de cotas e ocorrências sanitárias, como o registro de febre aftosa na China, contribuíram para aumentar as incertezas na cadeia produtiva.

Esses acontecimentos podem afetar a pecuária brasileira porque envolvem países que atuam como compradores de proteínas produzidas no Brasil ou como fornecedores de insumos utilizados nas propriedades rurais. Alterações nesses mercados podem gerar impactos nos custos de produção, nas exportações e na formação dos preços internos.

Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados demonstram a força e a capacidade de organização da pecuária catarinense. “O crescimento dos valores dos terneiros é um indicativo importante para os pecuaristas, especialmente depois de um período de retração. Esse cenário reforça a necessidade de continuarmos investindo em genética, sanidade, gestão e eficiência produtiva. A Faesc seguirá apoiando iniciativas que gerem informações confiáveis e contribuam para que os produtores possam tomar decisões mais seguras, fortalecer seus negócios e ampliar a competitividade da pecuária de Santa Catarina”.

DIVULGAÇÃO

No primeiro semestre, o GMG realizou 17 divulgações semanais com resultados criteriosamente avaliados. No segundo semestre, o grupo iniciará a apresentação dos dados referentes aos leilões de reprodutores. As informações poderão ser acompanhadas pelo perfil do GMG no Instagram, @gmg_udesc, pelas rádios parceiras e pelo site do Sistema Faesc/Senar.

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