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Bons negócios, reuniões técnicas e 65 animais de propriedades catarinenses premiados. Este é o saldo para o Estado de Santa Catarina pela participação na 49ª Expointer, feira agropecuária realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), entre os dias 29 de agosto e 6 de setembro. O evento recebe mais de um milhão de visitantes, incluindo produtores rurais, empresários, profissionais do agro e público em geral.
Desde a primeira edição da Expointer, Santa Catarina está presente, com a Casa do Produtor Catarinense. Nos últimos anos, o espaço é administrado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape/SC) e Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc).
Neste ano, a Casa do Produtor Catarinense exibiu produtos alimentícios de 14 empresas, quatro cooperativas e duas associações de produtores de Santa Catarina. A cada dia, centenas de visitantes degustaram iguarias como Linguiça Blumenau (produto típico de Santa Catarina, reconhecido com registro de Indicação Geográfica), queijos, bebidas, maçã, doces e cereais. A equipe da Cidasc recepcionou o público na casa, explicando como as ações de sanidade animal e vegetal e de inspeção sanitária, que são atividades desenvolvidas pela Cidasc, garantem alimentos seguros para o consumo humano.
“A Expointer evidencia a força e a diversidade do agronegócio catarinense. A qualidade da nossa produção, o patrimônio sanitário construído ao longo de décadas e o destaque dos animais catarinenses nas competições demonstram a capacidade do setor. A feira também é uma oportunidade para acompanhar as tendências, trocar experiências e discutir os desafios que vão definir o futuro do agronegócio", afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.
“O status sanitário de Santa Catarina, construído em décadas de trabalho da defesa agropecuária junto ao setor produtivo, é um diferencial que abre portas para nossos produtores e para nossas agroindústrias em todo o mundo. A erradicação e o controle de doenças nos animais de produção e de pragas na produção vegetal trazem ganhos a toda a sociedade. Trabalhamos sob a perspectiva da saúde única: a saúde animal, vegetal e do meio ambiente estão conectadas à saúde humana”, diz a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, ressaltando a segurança dos produtos inspecionados.
O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, ressalta que a Casa do Produtor Catarinense na Expointer representa uma oportunidade para apresentar ao público a excelência dos produtos de Santa Catarina, reconhecidos pela segurança dos alimentos e pelo elevado padrão sanitário do Estado. Construído ao longo de décadas, esse sistema consolidou Santa Catarina como referência nacional e internacional, com reconhecimentos como o de área livre de febre aftosa sem vacinação, desde 2007, e de peste suína clássica, desde 1994, condições reconhecidas por organismos internacionais.
“Santa Catarina alcançou um padrão sanitário que é referência no Brasil e no exterior, resultado do trabalho conjunto do poder público, dos produtores rurais e das agroindústrias. Preservar esse patrimônio exige vigilância permanente, responsabilidade no campo e rigor técnico. A participação conjunta na Expointer valoriza a produção catarinense, amplia nossa competitividade e fortalece a presença dos produtos de Santa Catarina nos mercados brasileiro e internacional”, frisa Pedrozo.
A Casa do Produtor Catarinense é ainda um ponto de apoio para os mais de cem produtores rurais e cabanhas catarinenses que inscreveram animais para competição. A participação tem crescido desde 2021, quando o Rio Grande do Sul foi reconhecido como zona livre de febre aftosa sem vacinação, título que Santa Catarina possui desde 2007. A Fazenda Ceregatti, de Pouso Redondo (SC), tem brilhado nas competições de zebuínos da raça Brahman, colecionando faixas e rosetas continuamente nos últimos três anos, o que também gera bons negócios.
“A Ceregatti teve o privilégio, em 2023, de expor nesta feira os primeiros animais da raça Brahman e participar da Expointer tem sido gratificante. A sanidade animal tem aberto um leque de oportunidades para os produtores da região Sul, com troca de genética e de conhecimento. Somos atendidos pela equipe da Cidasc em Pouso Redondo quanto à questão sanitária, emissão de GTA (Guia de Trânsito Animal)… e isso nos traz uma segurança quanto aos procedimentos para fazer as entregas de animais para o Paraná e o Rio Grande do Sul.”, diz o sócio Maurício Ceregatti.

Este não é um caso isolado. A qualificação da pecuária catarinense fica evidente nos números: 13 ovinos, 3 caprinos, 3 equinos e 46 bovinos premiados na Expointer 2026. Entre os destaques, a Cabanha São Chico, de Água Doce, premiada em diversas raças; a Fazenda Sonho e Realidade e Família, também de Água Doce, na raça Simental; e a Fazenda Mãe Rainha, de Lages, nas raças Braford e Brangus.
O produtor Marquinhos Pagani, de São Joaquim, participa da Expointer pelo segundo ano consecutivo. Após ser premiado na edição anterior, voltou a se destacar neste ano com novos resultados. “É um sonho de todo pecuarista estar aqui e poder sair com um grande campeonato. Esse resultado é fruto do trabalho do dia a dia, da escolha correta da genética e do cuidado com a nutrição, para chegar à feira e apresentar animais com essa qualidade”, destaca.
Na Expointer 2026, Pagani conquistou, na raça Ultrablack, os títulos de Grande Campeão e Reservado de Grande Campeão, na categoria machos, além do título de Reservada Grande Campeã na categoria fêmeas.

A Expointer também é o momento em que lideranças do agro e dos órgãos de defesa agropecuária, como os dirigentes da Faesc, da Sape/SC e da Cidasc, discutem a conjuntura e o futuro do agronegócio. A situação da produção leiteira e o aprimoramento dos controles sanitários para atender às exigências de mercados importadores foram alguns dos temas em evidência nesta edição da feira agropecuária.