FAESC
16 de janeiro 2026
FAESC
15 de janeiro 2026
A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) anunciou que a definição do reajuste das tabelas de preço mínimo deve ocorrer em reuniões marcadas nos próximos dias 19 e 20 de janeiro. As definições ocorrem por empresa, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração).
De acordo com a Afubra, a safra de tabaco 2025/2026 ultrapassou 50% do total colhido já na primeira semana de janeiro e a comercialização começa a ganhar ritmo de forma gradual nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) faz parte das entidades que compõem a comissão representativa dos produtores de tabaco. O vice-presidente regional da Faesc e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, participa anualmente de todas as etapas das negociações. Ele destaca que as expectativas são positivas e que as negociações devem ocorrer de forma traquila.
Konkol também faz parte da Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec Tabaco da Faesc), representa a CNA/Faesc no Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro) e é membro da CNA/Faesc na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco no MAPA. “Em todas essas instâncias trabalhamos intensamente para fortalecer essa cadeia produtiva tão importante para o sustento de inúmeras famílias do campo”.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, reconhece o expressivo trabalho desenvolvido em prol do setor e destaca que as ações realizadas ao longo do ano reforçam o compromisso com o produtor rural. Segundo ele, o empenho conjunto entre federação, Sindicatos Rurais e parceiros estratégicos tem sido essencial para fortalecer o setor em Santa Catarina e em todo o País.
SOBRE A AGENDA DE NEGOCIAÇÃO
O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, explica que a agenda de negociação foi marcada para a segunda quinzena de janeiro devido a um atraso excepcional no fechamento do levantamento de custos de produção, especialmente na etapa relacionada à mão de obra. Segundo ele, a equipe de campo concentrou esforços no atendimento aos associados com lavouras atingidas pela alta incidência de granizo, o que também contribuiu para o atraso do processo.
O dirigente também reforça que o produtor que comercializar o tabaco antes da definição do preço médio da safra não tem prejuízo, pois o valor será complementado posteriormente, conforme o índice de correção acordado entre a representação dos produtores e as empresas fumageiras.
QUALIDADE DO TABACO
Sobre a qualidade do tabaco, a Afubra observa impactos climáticos pontuais em algumas regiões, associados ao período de plantio, com pequena redução de produtividade e reflexos na qualidade — variando conforme a localidade nos três estados. Outro ponto de atenção é a escassez de mão de obra no campo, especialmente na colheita, o que pressiona o custo de produção. Drescher alerta que esse aumento — “seja por empreitada ou de qualquer forma” — impacta diretamente o custo do produtor, exigindo planejamento e avaliação de viabilidade, inclusive sobre dimensionar a área plantada e o uso de mão de obra familiar.
A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do Paraná.