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FAESC
12 de junho 2026
FAESC
11 de junho 2026
O Sistema Faesc/Senar e o Sindicato Rural de Tangará promoveram uma palestra sobre “Manejo reprodutivo em vacas de leite”, por meio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) de Bovinocultura de Leite. A iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso dos produtores rurais a informações técnicas e práticas voltadas ao aprimoramento da atividade leiteira, visando contribuir para a melhoria dos índices produtivos e reprodutivos nas propriedades da região.
O encontro reuniu produtores, lideranças e representantes do setor agropecuário. Estiveram presentes o presidente do Sindicato Rural de Tangará, Evandro Pirolli Magnagnagno; o supervisor regional do Senar/SC, Jeam Carlos Palavro; o supervisor técnico da ATeG, Guilherme Romanini de Mello; e a coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes.
A apresentação foi ministrada pelo médico-veterinário Willian Pasinato, que abordou os desafios reprodutivos na bovinocultura leiteira, com destaque para a importância da prevenção e do acompanhamento técnico nas propriedades. Segundo ele, a atividade leiteira tem avançado de forma significativa, impulsionada pela melhoria genética dos rebanhos, pelo aumento da produção e pela maior rentabilidade aos produtores. No entanto, ele alertou que a reprodução ainda representa um dos principais entraves para a eficiência da atividade.
“A reprodução é um fator essencial dentro da bovinocultura de leite. Vaca prenha é vaca que vai produzir leite, é um ciclo. Muitas vezes, o produtor enfrenta perdas embrionárias, abortos e queda nos índices reprodutivos sem saber exatamente o que está acontecendo na propriedade”, explicou.
O médico-veterinário destacou que algumas doenças reprodutivas atuam de forma silenciosa no rebanho e podem causar prejuízos expressivos. “São os chamados inimigos ocultos da bovinocultura leiteira. Essas doenças podem permanecer latentes e, diante de situações como baixa imunidade dos animais, acabam se manifestando e comprometendo os resultados da propriedade”, ressaltou.
Durante a palestra, Pasinato reforçou a importância da vacinação reprodutiva como medida preventiva. De acordo com ele, a recomendação é que os produtores realizem a vacinação do plantel a cada seis meses. “Com a vacinação reprodutiva, é possível melhorar as taxas de prenhez, reduzir perdas embrionárias e diminuir a ocorrência de abortos”, afirmou.

Além da vacinação, o palestrante também enfatizou a necessidade de acompanhamento técnico periódico nas propriedades, seja quinzenal, mensal ou a cada 40 dias, conforme a realidade de cada rebanho. “Também abordamos algumas doenças, os impactos que elas causam no rebanho, os períodos em que os abortos costumam ocorrer e quais são os agentes mais envolvidos. O objetivo foi mostrar aos produtores a importância da prevenção, do diagnóstico e do manejo adequado para melhorar os resultados reprodutivos”, completou.
Para a coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, a iniciativa fortaleceu o trabalho desenvolvido junto aos produtores e contribuiu para a melhoria dos resultados nas propriedades leiteiras. “Quando o produtor recebe orientação técnica e consegue aplicar esse conhecimento no dia a dia da propriedade, os ganhos aparecem na produtividade, na organização do rebanho e na sustentabilidade da atividade”, destacou.
De acordo com o presidente do Sindicato Rural, Evandro Pirolli Magnagnagno, ações como essa são essenciais para levar informação técnica de qualidade aos produtores e incentivar a adoção de boas práticas no campo. “A ATeG de Bovinocultura de Leite atua com acompanhamento contínuo, orientação especializada e apoio à gestão das propriedades atendidas”.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destacou que palestras como essa são essenciais para fortalecer o trabalho da Assistência Técnica e Gerencial nas propriedades rurais. Ele ressalta que os resultados observados nas propriedades atendidas reforçam a relevância da iniciativa. “A Assistência Técnica e Gerencial cumpre, de forma exemplar, seu papel ao impulsionar a evolução socioeconômica dos produtores e ao difundir tecnologias e práticas de gestão voltadas à produção de alimentos em harmonia com o meio ambiente”.