Georreferenciamento de imóveis rurais é destaque em palestra da FAESC

Georreferenciamento de imóveis rurais é destaque em palestra da FAESC
FAESC
30 de Maio de 2025
Por: MB Comunicação
Fonte: Sistema FAESC/SENAR

A obrigatoriedade do georreferenciamento de imóveis rurais foi o foco da palestra virtual promovida pelo Sistema Faesc/Senar na última quinta-feira (29). O encontro contou com a participação de um dos grandes especialistas no assunto, o assessor técnico pleno da Diretoria Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Érico Melo Goulart.

A iniciativa teve como objetivo esclarecer dúvidas e transmitir informações atualizadas sobre o tema, previsto no artigo 10 do Decreto 4.449/2002. A abertura foi conduzida pelo vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, que ressaltou a relevância de debater o assunto. “Discutimos esse tema recentemente e tive a oportunidade de acompanhar o Érico na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. É uma questão polêmica que impacta diretamente o produtor rural. Estamos buscando soluções para evitar que ele seja penalizado por questões que não decorrem da sua vontade. Nosso papel é justamente esse: orientar e informar com precisão os Sindicatos Rurais, as lideranças e os produtores sobre tudo aquilo que os afeta”, afirmou.

Durante a apresentação, Goulart explicou que o georreferenciamento consiste na descrição precisa do imóvel rural, incluindo limites, características e confrontações. Esse processo é realizado por meio de memorial descritivo elaborado por profissional habilitado, com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro, conforme exige a Lei 10.267/01.

O especialista afirmou que estão obrigados a realizar o procedimento todos os proprietários de imóveis rurais, bem como usufrutuários, nu-proprietários, posseiros, enfiteutas e foreiros. Destacou que o georreferenciamento de imóveis rurais é exigido quando ocorrer desmembramento, parcelamento, remembramento de áreas rurais e em ações judiciais que versem sobre imóveis rurais.

Entre os documentos exigidos para a certificação do georreferenciamento estão: planta do imóvel georreferenciado; memorial descritivo; ART (Anotação de Responsabilidade Técnica); comprovação da responsabilidade técnica pelo levantamento; certidão de matrícula atualizada; requerimento ao INCRA; declaração do proprietário e comprovação da notificação dos confrontantes.

RESTRIÇÕES E PROPOSTAS LEGISLATIVAS

Goulart também alertou para as implicações impostas ao registro de imóveis sem o georreferenciamento. Segundo ele, os oficiais de registro ficam proibidos de registrar desmembramentos, parcelamentos, remembramentos, transferências totais de áreas, ou criações e alterações na descrição do imóvel resultante de qualquer procedimento judicial ou administrativo.

Além disso, o palestrante comentou sobre duas propostas legislativas em tramitação na Câmara dos Deputados:

  • PL 1294/2025, da deputada Daniela Reinehr (PL/SC), que propõe a prorrogação por três anos do prazo para o georreferenciamento de imóveis rurais. O projeto aguarda despacho do presidente da Câmara;
  • PL 1664/2025, da deputada Caroline de Toni (PL/SC) – essa medida prevê que, para imóveis rurais registrados a partir de 2003 com área inferior a 25 hectares, o georreferenciamento só seja exigido a partir de 1º de novembro de 2030. A proposta também aguarda despacho.

Para a Faesc, a palestra reafirmou o compromisso do Sistema Faesc/Senar em promover o conhecimento técnico e a segurança jurídica no campo, oferecendo suporte aos produtores rurais sobre temas que impactam diretamente sua atividade.

Leia também

SENAR

|

10 de abril 2026

Formada mais uma turma do Programa Jovem Aprendiz Cotista em Fraiburgo Empresas rurais contribuintes do Senar/SC com interesse em vagas nos cursos de Aprendizagem Rural ofertados pela entidade podem entrar em contato pelo e-mail aprendizagem@senar,com.br

FAESC

|

9 de abril 2026

Vice-presidente da FAESC, Clemerson Argenton Pedrozo, fala sobre turismo Rural Santa Catarina reúne paisagens únicas e um enorme potencial para o turismo rural, que vem se consolidando como oportunidade de renda, valorização cultural e desenvolvimento no campo. Com apoio do Sistema Faesc/Senar/Sindicatos, produtores têm acesso à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que oferece acompanhamento para aperfeiçoar a gestão e os resultados dos negócios.

SENAR

|

8 de abril 2026

Programa voltado à saúde feminina atende 150 mulheres do campo em Monte Castelo O município de Monte Castelo recebeu, na última semana, uma ação do Programa Especial Saúde da Mulher Rural, iniciativa do Sistema Faesc/Senar em parceria com o Sindicato Rural de Papanduva e o Poder Público Municipal.

FAESC

|

3 de abril 2026

Mais uma capacitação de sucesso em Santa Catarina: Mulheres do Agro aprendem Operação e Manutenção de Tratores O curso “Tratores e Implementos Agrícolas – Operação e Manutenção”, exclusivo para mulheres, foi realizado em Caçador, promovido pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais.

FAESC

|

2 de abril 2026

Confira o quarto resultado parcial dos leilões de terneiros de 2026 O quarto resultado parcial dos leilões de terneiros de 2026 já está disponível e foi divulgado pelo Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

SENAR

|

2 de abril 2026

Municípios do Oeste conhecem o Programa Saúde no Campo O Programa Saúde no Campo foi apresentado recentemente a representantes de oito municípios do Oeste de Santa Catarina.

FAESC

|

2 de abril 2026

FAESC e CNA querem redução de impostos sobre o Diesel em SC A guerra no Oriente Médio desestabilizou as cadeias globais de suprimento de petróleo e provocou uma forte alta nos preços de seus derivados — um cenário que impacta diretamente a agricultura brasileira.

FAESC

|

2 de abril 2026

Entidades do setor produtivo alertam para impactos da nova regra do Prodes e trabalham para mudar os efeitos da resolução A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), alinhada com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), manifesta preocupação com o Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) e seus efeitos para os produtores rurais.