FAESC
7 de julho 2026
A ampliação da articulação institucional e política dos municípios produtores de tabaco pautou a assembleia geral da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco, realizada na terça-feira, 1º, em Brasília. O encontro reuniu prefeitos, vereadores, representantes de produtores, trabalhadores rurais e parlamentares dos três estados do Sul para alinhar estratégias de fortalecimento da representação da cadeia produtiva diante de desafios econômicos, climáticos e regulatórios.
O vice-presidente regional da Faesc e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, destacou a importância da união das entidades representativas do setor. Produtor de tabaco, representante da CNA/Faesc no Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro) e membro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco no Ministério da Agricultura, Konkol defendeu maior reconhecimento da relevância econômica da atividade.
Konkol cumprimentou a Amprotabaco por levar os anseios do setor à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo ele, a cultura tem papel decisivo na geração de renda para pequenos produtores e na entrada de recursos no país.
O dirigente afirmou, ainda, que a renda obtida com o tabaco contribui para a manutenção de outras atividades nas propriedades rurais. “O tabaco paga as contas do pequeno produtor e ajuda a sustentar outras culturas. Muitos produtores conseguiram honrar compromissos de outras atividades com o dinheiro do tabaco. Isso precisa ser mostrado ao governo”, reforçou.
Ao defender a competitividade do setor, Konkol cobrou menos entraves à produção. “Nós não precisamos de ajuda. O setor é organizado e anda sozinho. Se houver vontade política para reduzir carga tributária e outros obstáculos, poderemos ser mais competitivos e remunerar melhor os produtores”, afirmou.
Konkol encerrou sua manifestação reforçando o apoio da representação sindical rural à Amprotabaco. “O nosso sistema está junto com vocês para defender os produtores e toda essa cadeia produtiva”, declarou.
No evento, o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, ressaltou que a entidade representa atualmente 528 municípios produtores no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Entre os encaminhamentos aprovados, está a ampliação da participação das câmaras municipais na estrutura de mobilização da associação, medida que busca fortalecer a adesão dos municípios e ampliar a defesa institucional da atividade.
*Como parte dessa estratégia, a Amprotabaco encaminhará aos municípios produtores a proposta de lei apresentada pelo vereador Emerson Woicoechowski, de Itaiópolis, Santa Catarina. A iniciativa autoriza o Poder Legislativo municipal a integrar formalmente a associação, permitindo que as câmaras de vereadores também participem da entidade e contribuam para a mobilização política em defesa da cadeia produtiva do tabaco.
Konkol destacou que a proposta já foi aprovada em diversos municípios produtores. Segundo ele, a orientação é para que outras câmaras municipais também apreciem e aprovem a legislação, visando ampliar a representação institucional da cadeia produtiva. O tema foi apresentado durante o encontro pelo vereador, que explicou os objetivos da proposta e defendeu a ampliação do apoio dos legislativos municipais à atividade.
AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Francisco Eraldo Konkol também participou da audiência pública realizada na Câmara dos Deputados para debater os riscos enfrentados pela cadeia produtiva do tabaco no Brasil. O encontro reuniu parlamentares, lideranças setoriais, representantes de produtores e entidades ligadas à atividade.
Em sua manifestação, Konkol destacou a importância de assegurar maior clareza e equilíbrio nas políticas voltadas ao setor, ressaltando a necessidade de que as ações relacionadas à cadeia produtiva considerem, de forma responsável, os impactos sobre a produção agrícola e os milhares de produtores que dependem dessa atividade.

Segundo Konkol, é importante que as discussões sobre o futuro da cadeia produtiva do tabaco considerem, além dos aspectos relacionados à saúde pública, os impactos econômicos e sociais para os milhares de produtores rurais que têm na atividade sua principal fonte de renda. O dirigente defendeu que eventuais medidas voltadas ao setor sejam construídas de forma equilibrada, com diálogo e segurança para os agricultores.
Na oportunidade, Konkol destacou que os produtores rurais precisam de segurança jurídica e previsibilidade para continuar desenvolvendo sua atividade. Destacou que a cadeia produtiva do tabaco possui expressiva relevância econômica e social, especialmente nos municípios da região Sul do Brasil, contribuindo para a geração de emprego, renda e desenvolvimento das comunidades rurais.
Ao final, Konkol parabenizou o deputado Heitor Schuch pela iniciativa de promover a audiência pública e proporcionar um espaço de diálogo no Congresso Nacional, permitindo que os representantes da cadeia produtiva apresentassem suas contribuições ao debate.