CNA debate expectativas para o mercado do boi gordo e disponibilidade de vacinas

CNA debate expectativas para o mercado do boi gordo e disponibilidade de vacinas
FAESC
24 de Junho de 2026
Por: CNA
Fonte: Divulgação Sistema Faesc/Senar

Brasília (23/06/2026) – As expectativas para o mercado do boi gordo no segundo semestre deste ano e a disponibilidade de vacinas contra clostridioses no país foram os assuntos discutidos na reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na terça (23).

O vice-presidente da Comissão, Rafael Gratão, fez a abertura do encontro e destacou que o papel do colegiado é discutir os temas atuais da cadeia produtiva, esclarecer dúvidas e alinhar as demandas dos produtores. “O Brasil é um grande produtor de carne de qualidade e, com diálogo e organização, conseguimos avançar nas pautas”.

Na reunião, o gerente da área de Gestão de Risco para a Pecuária da StoneX, Victor Novaes, fez uma apresentação sobre o mercado do boi gordo, trazendo os principais fatores de impacto nos cinco primeiros meses de 2026. Ele ressaltou o desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que registraram o melhor resultado da história no período.

Segundo Victor, a China segue como o principal destino da carne brasileira, respondendo por 58,7% dos embarques em maio. Para ele, essa dependência é uma preocupação, principalmente porque as cotas chinesas podem alcançar 90% ainda em junho deste ano.

“Hoje temos 59 plantas habilitadas para exportar para a China. O problema da dependência não é apenas o volume, mas também o preço. De dezembro a maio, o país asiático aumentou em 24,5% o valor pago pela carne brasileira. Outros destinos, como os Estados Unidos, negociam a preços mais baixos, além de volumes bem menores em comparação com a China.

O consultor disse que no mercado interno, existe uma preocupação com os preços das proteínas concorrentes, mas observou que eventos como a Copa do Mundo e eleições podem influenciar positivamente o consumo. Já o mercado externo enfrenta incertezas relacionadas à demanda chinesa e que alguns frigoríficos já deixaram de abater para o mercado asiático.

“Por ora, a oferta ainda se mantém forte, entretanto o confinamento trabalha com um volume inferior ao ano anterior, podendo colocar um piso no mercado”, concluiu.

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Durante o encontro, o assessor técnico da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, Rafael Lima Filho, apresentou um panorama sobre a disponibilidade de vacinas contra clostridioses no país, grupo de doenças graves que inclui enfermidades como botulismo, tétano e gangrena gasosa.

De acordo com Rafael, desde fevereiro, a CNA vem atuando junto ao Ministério da Agricultura, ao Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) e aos laboratórios fabricantes e importadores para buscar soluções para o desabastecimento relatado por produtores e federações estaduais.

“A CNA, em nome do setor produtivo, cobrou medidas emergências que visam dar mais agilidade na validação dos lotes em avaliação pelo Mapa e aceleração nos processos para a importação de vacinas, de forma a considerar os testes e controles internos já feitos pelos laboratórios e pelos órgãos competentes nos países fornecedores”, disse.

Ribeiro informou que de março a abril foram disponibilizadas um pouco mais de 14 milhões de doses. Já na primeira quinzena de maio, esse volume chegou a 27 milhões de doses. O Sindan estima uma disponibilização de aproximadamente 154 milhões de doses até dezembro.

“A CNA vai continuar monitorando a situação, junto às federações, para garantir que as vacinas cheguem no campo. Nesse sentido, é importante que sejam informadas as regiões onde o problema persiste”. 

Outro tema tratado no encontro foi o Protocolo Privado de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos. O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Certificação por Auditoria e Rastreabilidade (Abcar), Luiz Henrique Witzler, afirmou que o protocolo, de adesão voluntária, já foi homologado pelo Mapa.

“O certificado é válido por 12 meses e contribui para oferecer as garantias sanitárias exigidas por alguns mercados, com relação ao não uso de antimicrobianos, como a Europa”, disse.

Assessoria de Comunicação CNA

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