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SENAR
14 de maio 2026
A Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Ovinocaprinocultura de Corte, desenvolvida pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com o Sindicato Rural de Papanduva, vem consolidando resultados expressivos no Planalto Norte catarinense. Exemplo disso foi demonstrado durante o encerramento de mais um ciclo de atendimentos, marcado pela renovação da participação dos produtores na iniciativa durante evento realizado recentemente em Papanduva.
A programação reuniu produtores rurais, lideranças, equipe técnica da ATeG e representantes do Sistema Faesc/Senar. A abertura contou com explanações da supervisora regional do Senar/SC, Carine Weiss, e do presidente do Sindicato Rural de Papanduva, Miguel Iankoski, que destacaram a importância da estrutura oferecida pelo Sistema Faesc/Senar/Sindicato para o fortalecimento da atividade na região.
Também participaram a supervisora de saúde Silvia Mroskowski e as técnicas de campo da área da saúde, que realizaram aferição de pressão arterial e orientações aos produtores, por meio do programa Saúde no Campo, iniciativa do Senar Nacional, executada em Santa Catarina pelo Sistema Faesc/SC. Durante o encontro, a supervisora técnica da ATeG, Taiane Plautz, e os técnicos de campo responsáveis pelo atendimento no município reforçaram os avanços conquistados ao longo dos anos, especialmente no melhoramento genético dos rebanhos, na estruturação das propriedades e no aumento da rentabilidade das atividades rurais.
O grupo, formado por produtores dos municípios de Papanduva, Monte Castelo, Major Vieira e Três Barras, os indicadores alcançados evidenciam a evolução da cadeia produtiva nos últimos anos. De acordo com o técnico de campo da ATeG, Sérgio Kluppel Lima, em 2022, a média do rebanho por produtor era de apenas 10 animais. Já em 2026, esse número alcançou 28 animais por propriedade, representando um crescimento expressivo da atividade. O total de animais atendidos também apresentou avanço relevante, passando de 300 animais no início do atendimento para 840 atualmente.
Outro dado que demonstra a expansão da atividade está relacionado à área produtiva. Em 2022, cada produtor trabalhava, em média, com 1,5 hectare destinado à ovinocaprinocultura, totalizando 45 hectares. Em 2026, a média passou para 5 hectares por propriedade, somando 150 hectares explorados dentro do programa.
Atualmente, a ATeG acompanha 45 propriedades rurais, com média de 10 hectares por propriedade, sendo 7 hectares de área produtiva e um rebanho médio de 35 animais. O trabalho técnico contempla sistemas de cria, recria, terminação e melhoramento genético, além de ações voltadas à gestão, sanidade, nutrição e manejo de pastagens.
Os resultados produtivos de 2025 também comprovam a eficiência do acompanhamento técnico. O rebanho atendido contabilizou 840 matrizes e a produção de aproximadamente 900 cordeiros. Considerando o peso médio de 35 quilos por animal, a produção alcançou 31,5 mil quilos de cordeiro, gerando um valor bruto estimado em R$ 472,5 mil, com base na comercialização a R$ 15 o quilo.
A rentabilidade por área explorada também chama atenção. Com média de 5 hectares por propriedade e um total de 150 hectares trabalhados em 30 propriedades, a atividade alcançou retorno aproximado de R$ 3.150 por hectare, evidenciando o potencial econômico da ovinocaprinocultura quando conduzida com assistência técnica especializada.
Outro destaque importante está na organização e no controle zootécnico dos rebanhos. Cerca de 180 ovinos foram identificados com brincos do programa ATeG, fortalecendo a gestão das propriedades e permitindo maior controle produtivo e sanitário dos animais.
Além do acompanhamento técnico individualizado, a iniciativa também promove eventos, capacitações e ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva, incentivando o desenvolvimento sustentável e a profissionalização dos produtores rurais da região.
De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados alcançados demonstram que a ATeG Ovinocaprinocultura transforma a realidade das propriedades atendidas ao agregar conhecimento, gestão adequada, eficiência produtiva e geração de renda para as famílias rurais catarinenses. Segundo ele, o trabalho contínuo de orientação e acompanhamento técnico fortalece a atividade no campo, estimula a permanência das famílias na produção rural e amplia a competitividade do setor em Santa Catarina.
ENTENDA A ATEG
O trabalho desenvolvido pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), executado pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais, promove o aperfeiçoamento da gestão nas propriedades rurais, ampliando a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade das atividades. Com acompanhamento contínuo e personalizado, o serviço contribui para a profissionalização do campo e o fortalecimento da agropecuária catarinense.
Atualmente, a ATeG atende outras 12 cadeias produtivas em Santa Catarina: agroindústria, agroindústria apícola, apicultura, bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, fruticultura, maricultura, olericultura, ovinocaprinocultura, piscicultura, turismo rural e suiocultura.

Lideranças destacaram os expressivos resultados da ATeG Ovinocaprinocultura na região. (Foto Divulgação)