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SENAR
25 de maio 2026
SENAR
22 de maio 2026
O catarinense Cristiano Bordignon participou do intercâmbio técnico da 6ª edição do programa de Desenvolvimento de Lideranças CNA Jovem, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entre os dias 22 e 30 de abril. A missão percorreu os Estados da Bahia, São Paulo e Rio Grande do Sul, com programação que incluiu visitas técnicas, agendas institucionais e imersão em ambientes de inovação.
Cristiano foi reconhecido entre os dez principais participantes da edição 2025 do CNA Jovem, após nove meses de formação e desenvolvimento de projetos voltados ao setor agropecuário. “Entre mais de 3.700 jovens inscritos de todo o Brasil, receber esse reconhecimento representou o resultado de nove meses de muito aprendizado, dedicação e desenvolvimento de liderança dentro do agro. Foi uma oportunidade de conhecer diferentes realidades do agronegócio brasileiro, buscar experiências que fortalecessem nossas iniciativas e ampliar nossa visão sobre o setor”, destacou Cristiano.
O presidente do Sistema Faesc/Senar/SC, José Zeferino Pedrozo, ressaltou a importância de iniciativas que ampliam horizontes e fortalecem novas lideranças no campo. Para ele, experiências como essa permitem que os jovens retornem mais preparados para contribuir com o desenvolvimento do agro catarinense.
AGRO TECNOLÓGICO
A viagem começou pelo Oeste da Bahia, nas cidades de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, uma das regiões mais fortes do agronegócio nacional. Cristiano destacou o alto nível de profissionalização observado nas propriedades visitadas, como o uso de tecnologia e gestão baseada em dados. Segundo ele, o produtor moderno precisa dominar ferramentas de gestão, inovação e inteligência artificial para tomar decisões eficientes no campo.
As visitas ao Grupo Schmidt, à Oilema Sementes, ao confinamento Captar, à CooperFarms e à Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) reforçaram a importância do planejamento, da organização e da inovação. Cristiano afirmou que percebeu a força do trabalho coletivo e a capacidade do setor de transformar desafios em oportunidades.
Em São Paulo, nas cidades de Holambra e Piracicaba, o jovem catarinense conheceu experiências ligadas à floricultura, pesquisa, inovação e empreendedorismo. Na Cooperativa Veiling Holambra, destacou a organização coletiva, os padrões de qualidade e a logística como fatores determinantes para o sucesso do setor.
As visitas à Esalq, EsalqTec, Pecege e ao hub PwC Agtech Innovation, também em São Paulo, mostraram como universidades, startups e centros de pesquisa desempenham papel estratégico no desenvolvimento de soluções para o agronegócio. Cristiano ressaltou que muitas tecnologias utilizadas no campo surgem de pesquisadores, cientistas e empreendedores que atuam fora da porteira, mas são fundamentais para tornar o agro mais produtivo e sustentável.
MAIS EFICIÊNCIA
No Rio Grande do Sul, especialmente com a parceria do Sistema Farsul/Senar, foram realizadas visitas à Fazenda Tapera e ao Tecnopuc, onde o jovem percebeu a força das instituições e o impacto que a juventude pode gerar dentro do agro. Um dos aspectos que chamou sua atenção foi ver sindicatos fortes e abertos à participação dos jovens.
Ele também reforçou a importância da gestão nas propriedades rurais. Para ele, utilizar tecnologia sem acompanhar indicadores e dados reduz a eficiência das decisões. “Gestão é tão importante quanto produção. Não adianta apenas utilizar boa genética, sementes de qualidade ou alta tecnologia se não houver acompanhamento de dados e tomada de decisão baseada em informação”.
Toda essa experiência também fortaleceu a visão do jovem sobre Santa Catarina. Cristiano destacou que, mesmo sendo um Estado pequeno em extensão territorial, Santa Catarina se tornou referência nacional em diversas cadeias produtivas graças à organização, ao cooperativismo, à agregação de valor e à capacidade de inovação dos produtores. “A maior parte das nossas propriedades é formada por pequenas e médias áreas, mas ainda assim conseguimos alcançar resultados expressivos justamente pela nossa capacidade de inovar, trabalhar de forma coletiva e utilizar bem os recursos disponíveis”, afirmou.
Em relação ao projeto “Peixe na Escola”, o intercâmbio reforçou sua convicção de que a iniciativa possui potencial não apenas em Santa Catarina, mas também em outras regiões do Brasil. Cristiano voltou do intercâmbio com o compromisso de multiplicar todo o aprendizado adquirido, seja junto aos produtores atendidos pela ATeG, aos produtores de sua região ou ao agro catarinense como um todo. “Não retorno querendo mudar a forma como Santa Catarina produz, mas sim buscando contribuir para melhorar ainda mais aquilo que já é feito com excelência”.
Por fim, o jovem destacou que o agronegócio brasileiro é gigante não apenas pelo seu tamanho, mas pela capacidade do produtor rural de criar oportunidades onde antes existiam desafios. “O verdadeiro desafio começa agora: transformar todo o aprendizado vivido durante o intercâmbio em impacto real dentro das propriedades, das instituições e das comunidades onde atuamos”.



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