- HOME FAESC SENAR
- Notícias do agro
- Sindicatos
-
- Transparência e prestação de contas
- Transparência
- Normas
- Eventos
- Fale Conosco
FAESC
1 de junho 2026
A equipe técnica do Programa Saúde no Campo de Santa Catarina e representantes do Sistema Faesc/Senar participaram, na quinta-feira (28), em Brasília, do evento “Saúde Rural em Evidência”. A iniciativa, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), marcou a comemoração do primeiro ano de implantação do programa oferecido gratuitamente às famílias rurais que participam da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
O encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais, pesquisadores, lideranças do setor agropecuário, representantes de instituições públicas e privadas, além de presidentes de Federações de Agricultura e Pecuária, vice-presidentes da CNA, diretores, superintendentes e coordenadores do Senar de todo o país. O objetivo foi fortalecer o debate sobre a importância da saúde no meio rural e discutir estratégias para ampliar o acesso dos produtores rurais aos serviços de saúde.
A comitiva catarinense foi liderada pelo superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, que participou do evento representando também o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo. Além de reforçar a importância da iniciativa, Zanluchi destacou os resultados positivos alcançados pelo programa em Santa Catarina.
“O Programa Saúde no Campo representa um avanço significativo para os produtores rurais e suas famílias. Os resultados obtidos em Santa Catarina demonstram o impacto positivo da iniciativa na melhoria da qualidade de vida no meio rural. O debate promovido pelo Sistema CNA/Senar fortalece o compromisso de ampliar e consolidar essa ação tão importante para a população do campo”, afirmou o superintendente.
Na abertura do encontro, o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, lançou o desafio para que o Sistema CNA/Senar amplie ainda mais os atendimentos de saúde aos produtores rurais e seus familiares em todas as regiões do País.

De acordo com Martins, a iniciativa superou as expectativas e atualmente atende mais de 500 mil propriedades rurais em todo o Brasil. Em apenas 12 meses de atuação, o Saúde no Campo alcançou mais de 55 mil pessoas em 25 estados, abrangendo 827 municípios e 18,6 mil propriedades rurais. O programa promove ações de prevenção, diagnóstico precoce, acompanhamento de condições crônicas e fortalecimento do vínculo entre as famílias rurais e a rede de atenção à saúde.
CASO CATARINENSE
Durante a programação, vídeos com histórias de sucesso do Programa Saúde no Campo foram apresentados ao público. Entre os exemplos selecionados nacionalmente esteve um caso de Santa Catarina, que evidenciou o impacto da iniciativa na vida dos produtores rurais.
A história retratou a trajetória de Luiz Magro, de 77 anos, morador de Arroio Trinta, no Meio Oeste catarinense. Acompanhado pela técnica de saúde rural Natani Zamboni Czerniakiem, ele costumava priorizar o trabalho e deixava os cuidados com a saúde em segundo plano.
Durante as visitas realizadas pelo programa, a profissional identificou uma pequena lesão no pescoço que não cicatrizava. A observação levou ao encaminhamento para avaliação médica, que confirmou o diagnóstico de câncer de pele. A detecção precoce permitiu o início do tratamento e representou uma nova oportunidade para o produtor.
A história demonstrou como a atuação das equipes vai além da orientação técnica, contribuindo efetivamente para a promoção da saúde e da qualidade de vida no meio rural.
Durante o evento, Natani destacou que muitos produtores enfrentam dificuldades para acessar os serviços de saúde, seja pela distância, seja pela resistência em interromper as atividades no campo para buscar atendimento. Segundo ela, ferramentas como a telemedicina ampliaram o acesso aos cuidados de saúde, mas não substituem o contato presencial.
A técnica ressaltou que o atendimento humanizado e as visitas domiciliares continuam sendo fundamentais para identificar situações que poderiam passar despercebidas. “No caso do seu Luís, foi justamente esse olhar atento que fez a diferença. A tecnologia é uma grande aliada, mas os melhores resultados acontecem quando ela trabalha junto com o cuidado humanizado”, enfatizou.

EXPANSÃO EM SANTA CATARINA
Em Santa Catarina, o Programa Saúde no Campo, executado pelo Sistema Faesc/Senar em parceria com os Sindicatos Rurais, iniciou suas atividades no ano passado por meio de um projeto-piloto na região Meio Oeste. A coordenação estadual é feita pela técnica do Senar/SC, Gisele Kraieski Knabben.
De acordo com o presidente Pedrozo, os resultados positivos impulsionaram a ampliação do programa que neste ano passou a atender produtores rurais em todas as regiões do Estado. “Os resultados demonstram êxito na missão de promover a prevenção de doenças, o diagnóstico precoce e a promoção do cuidado individual e coletivo”.
MÓDULOS
Os módulos do Programa em Santa Catarina e nos demais Estados são formados por um supervisor enfermeiro e 15 técnicos de saúde rural, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem. Cada equipe possui capacidade para atender até 2.250 pessoas distribuídas em 450 propriedades rurais. Atualmente, mais de 720 profissionais atuam diretamente no campo em todo o país.
Além das visitas técnicas, os participantes recebem materiais educativos sobre as principais doenças que afetam a população rural, um caderno de saúde individualizado para registro de informações e orientações, além de um kit de primeiros socorros com itens essenciais para atendimento inicial.
As equipes também oferecem suporte para acesso à teleconsulta, contribuem para a inclusão digital em saúde e fortalecem a articulação com a rede pública local. O Saúde no Campo mantém integração permanente com os serviços municipais de saúde para garantir a continuidade do atendimento e ampliar a eficiência das ações desenvolvidas junto às famílias rurais.